
ÉPOCA SÃO PAULO: Você era uma adolescente quando lançou seu primeiro disco. Acha que mudou tanto quanto a sua música nesses três anos?
KATE NASH: Viajei muito em turnês nos últimos anos. Fui exposta a diferentes realidades que me fizeram questionar quem sou e as coisas nas quais acreditava. Acho também que andava mais irritada enquanto escrevia as músicas do segundo disco.
A escolha dos países incluídos numa turnê passa necessariamente por você?
Tento dizer à equipe onde gostaria de tocar, a exemplo de Brasil e Argentina. Mantenho uma boa relação com os fãs brasileiros pela internet. Eles me apoiam e são muito abertos, tenho vontade de conhecer alguns deles pessoalmente.
Sim. Nem sempre tenho tempo, mas eu tento.
Muitos desses fãs brasileiros irão agora vê-la no palco pela primeira vez. O que é preferível: dar à plateia exatamente o que ela espera ou desafiá-la?
Gosto muito de desafiar o meu público e também a mim mesma, tocando canções com novos arranjos. Mas sei ser fiel a alguns dos meus hits, pensando justamente naquelas pessoas que nunca tiveram a chance de me ver ao vivo. Balancear essas duas atitudes é o segredo para um bom show.
Você tem amigos brasileiros?
Não. Tem algumas garotas com quem eu tenho falado pela internet que conheci antes de meus shows em Londres [em 2010], mas não tenho nenhum amigo mesmo.
Como vai ser o show? Você criou novos arranjos para seus grandes sucessos? Sim, há novos arranjos, é diferente. Obviamente, é bom que o show continue sendo interessante para mim e para as pessoas que já o viram antes. Eu gosto de mudar de vez em quando...
No seu disco mais recente você fala sobre realização pessoal e auto-ajuda. Você toma aquelas palavras ao pé da letra em sua vida pessoal? Sim, eu acredito nisso. É como tento fazer as coisas na minha vida e acho importante as pessoas irem para as ruas para protestar quando não concordam com as coisas como elas são.
Quais são os artistas que você tem ouvido recentemente? Algum que não seja apenas considerado a nova sensação do momento, mas que tenha lhe tocado de uma maneira especial?
Sim, Supercubes são muito bons. Também tenho ouvido o The Sister Lovers e Peggy Sue. Adoro essas...
FONTE: ÉPOCA SP

